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Seca inclemente castigando gente

Seca inclemente castigando gente

Luiz Roberto Gravina Pladevall (*)

São nos tristes versos do poeta popular Patativa do Assaré, apresentando geralmente ao público já na escola, que revelam a dura vida do sertanejo diante da seca.

Nos textos do autor, a falta de água mostra o desânimo de uma população há muito castigada pela estiagem prolongada, como no trecho a seguir: “Berra o gado impaciente/reclamando o verde pasto,/desfigurado e arrasto,/com o olhar de penitente;/o fazendeiro, descrente,/um jeito não pode dar,/o sol ardente a queimar/ e o vento forte soprando,/a gente fica pensando/ que o mundo vai se acabar/.”

A vida marcada pela seca não se restringe mais ao sertão nordestino. Passados séculos, a falta de água agora é problema de outras localidades no país. Em período recente, a Região Metropolitana de São Paulo enfrentou um dos mais graves períodos de estiagem da história. Um levantamento atual do jornal O Estado de São Paulo mostra que a seca está afetando a vida de 25 milhões de brasileiros, em mais de 970 cidades do país, moradores de 12 Estados e do Distrito Federal. A estiagem chegou às capitais como Fortaleza e Rio Branco, obrigando autoridades a atitudes de emergência, como rodízios e multas para aqueles que desperdiçam água. No Rio Grande do Norte, mais de 90% dos municípios estão em situação de emergência, com 14 cidades em colapso e outras 79 com abastecimento de água realizado por meio de rodízio. A situação dramática de desertificação chegou ainda aos 47 reservatórios, com capacidade de 5 milhões de metros cúbicos de água. Segundo o Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (Igarn), oito estão secos, 21 estão em volume morte e outros cinco devem entrar nessa situação até o final do ano.

A persistência do problema é reflexo direto dos atrasos nos projetos essenciais de infraestrutura no país. Mesmo com a criação do Plansab (Plano Nacional de Saneamento Básico) em 2007, avançamos pouco para garantir água e esgoto tratados para a maioria da população. Isso é reflexo imediato da falta de uma política nacional no setor, que deveria ter no plano parte importante nessa questão.

A falta de água deve ser uma das principais adversidades que marcarão esse século. Mesmo em países como o Brasil, com amplos recursos hídricos concentrados em regiões distantes das áreas consumidoras, a seca deve ser um problema que vai afetar, de uma maneira ou outra, uma boa parcela da população. Mas crise hídrica não é exclusividade do Brasil. Regiões como a Califórnia (EUA) e uma boa parcela da Austrália também já enfrentaram períodos de escassez. Nos dois casos, o planejamento e a gestão dos recursos hídricos foram fundamentais para superar os momentos mais críticos e buscar soluções permanentes para combater esse problema.

A perda de água tratada ainda é um problema pouco enfrentado pelos governos. Dados de 2014 do Sistema de Informações sobre Saneamento (SNIS) do Ministério das Cidades apontam que o índice médio de perdas na distribuição é de 36,7%, mas há municípios onde 70% da água tratada é desperdiçada. Segundo entidades e empresas do setor, isso gera um prejuízo econômico de R$ 8 bilhões por ano, mas 60% desse total poderiam ser aplicados em investimentos em melhoria da infraestrutura e dos processos de gestão. Nossos indicadores estão muito distantes das nações desenvolvidas. Na cidade de Lisboa (Portugal), por exemplo, as perdas chegam a 7,9% da água produzida para os moradores do município.

Uma das principais lições que precisamos aprender com a estiagem é melhorar o uso dos nossos recursos conhecendo muito bem os nossos sistemas de abastecimento. É claro que regiões como no Nordeste brasileiro, políticas públicas específicas devem ser desenvolvidas para, no mínimo, reduzir os impactos da falta de água. Mas, na maioria das cidades, o problema de infraestrutura pode ser solucionado de outra maneira. Um exemplo são as tubulações dos municípios, com mais de 50 anos de uso e que precisam ser trocadas como forma de reduzir vazamentos constantes. Também precisamos investir em tecnologia e planejamento, como forma de ter controle completo e confiável de nossa rede de abastecimento.

Esperamos que os versos do poeta Patativa do Assaré sejam apenas a tradução de uma época de escassez registrada no passado. Afinal, a água é fonte de vida e desenvolvimento, e essencial para melhorar a qualidade de vida da população.

(*) Luiz Roberto Gravina Pladevall é presidente da Apecs (Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente) e membro da Diretoria da ABES-SP (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental).

Informações Clipping

 

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